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Polícia

Estado mais seguro do Nordeste? Mossoró vive um verdadeiro banho de sangue

Estado mais seguro do Nordeste? Mossoró vive um verdadeiro banho de sangue
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Mossoró está vivendo um verdadeiro banho de sangue. E, curiosamente, ninguém avisou à propaganda oficial do Governo do Estado.

Enquanto as redes sociais da governadora Fátima Bezerra (PT) apresentam um Rio Grande do Norte cada vez mais seguro, Mossoró assiste a uma sucessão de crimes de extrema violência. Adolescentes sequestrados, corpos encontrados enterrados, execuções registradas em vídeos e compartilhadas em grupos de WhatsApp, ataques a tiros e famílias procurando respostas.

É a Suíça potiguar. Só esqueceram de avisar aos moradores.

Na madrugada deste domingo (20), mais um ataque a tiros deixou dois jovens mortos e dois feridos na Avenida Antônio Bento, no conjunto Malvinas. Segundo as informações iniciais, quatro pessoas caminhavam para casa quando foram surpreendidas por criminosos em um carro branco.

Mayco Vitório da Silva, de 15 anos, e Wesley do Nascimento, de 20, morreram no local.

Com o duplo homicídio, Mossoró chega a 115 assassinatos registrados em 2026, conforme o levantamento utilizado pela imprensa local.

Mas o sábado já havia sido suficientemente macabro.

Na região do Aeroporto Dix-Sept Rosado, a Polícia Militar encontrou enterrados os corpos de dois adolescentes, Eder Rodrigues da Costa, de 15 anos, e Renan Erick, de 16. Os dois estavam desaparecidos desde terça-feira, quando saíram de casa, no Abolição IV, dizendo que iriam visitar namoradas no Belo Horizonte.

Depois, desapareceram.

As circunstâncias do crime estão sendo investigadas. Vídeos da execução dos adolescentes circularam em grupos de WhatsApp. A mãe de uma das vítimas reconheceu o filho no vídeo.

É nesse momento que a estatística encontra a vida real.

Porque é muito fácil falar em “redução da violência” diante de uma câmera. Difícil é explicar para uma mãe por que o filho saiu de casa e voltou dentro de um saco plástico. É fácil publicar gráfico. Difícil é explicar uma cova.

O governo pode apresentar números, rankings e discursos. Pode comemorar estatísticas e repetir que o Rio Grande do Norte é o estado mais seguro do Nordeste. Tudo isso pode até caber perfeitamente em uma peça publicitária.

Só não explica o que está acontecendo nas ruas de Mossoró.

Em Mossoró, o cidadão não quer saber qual é a posição do Estado em um ranking. Quer saber se pode sair de casa sem virar alvo. Quer saber se o filho vai voltar. Quer saber se a polícia terá condições de investigar. Quer saber se quem sequestra e mata será encontrado.