O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu, nesta quinta-feira (5), uma ação apresentada pelo partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para investigar abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2026.
A legenda questiona 35 medidas adotadas pelo governo federal entre janeiro e outubro, incluindo reajustes no Bolsa Família, subsídios aos combustíveis e programas de renegociação de dívidas. Segundo o Novo, as iniciativas tiveram forte apelo eleitoral e podem ter sido utilizadas para favorecer a reeleição da chapa governista. O partido estima impacto fiscal de R$ 73 bilhões.
A ação foi admitida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou a notificação de Lula e Alckmin para apresentarem defesa em cinco dias. O Novo pede a cassação da chapa e a inelegibilidade dos dois por oito anos.