A violência voltou a escancarar a grave crise da segurança pública no Rio Grande do Norte. Mossoró, segunda maior cidade do estado, vive mais um capítulo de uma escalada de criminalidade que parece não encontrar resposta efetiva do governo Fátima Bezerra (PT). Em menos de 12 horas, três pessoas foram assassinadas a tiros no município. Com os novos registros, a cidade chega à marca de 130 homicídios em 2026.
Criminosos agindo com extrema violência, invadindo residências durante a madrugada, utilizando armamento pesado e executando pessoas dentro de suas próprias casas.
A população permanece refém do medo e da insegurança.
O caso mais brutal aconteceu por volta das 3h30 desta terça-feira (3), na Rua Carmelita V. da Silva, na Favela do Velho, região do Conjunto Malvinas. Um homem conhecido apenas como João dormia com a esposa quando teve a residência invadida por homens armados, que arrombaram a porta e abriram fogo.
A violência empregada pelos criminosos impressiona. Segundo informações preliminares, os executores utilizaram pistolas e até fuzil. A perícia encontrou cápsulas de calibres 9mm, .380 e 5.56.
Como se não bastasse a execução, os criminosos ainda atearam fogo à residência antes de fugir. O incêndio destruiu parte do imóvel e deixou o corpo da vítima carbonizado em meio aos destroços.
Outro assassinato foi registrado na noite de segunda-feira (2), no bairro Aeroporto II. Luiz Gustavo Costa da Silva, de apenas 20 anos, natural de Upanema, estava na calçada de sua residência quando foi chamado pelo próprio nome por indivíduos ainda não identificados.
Ao sair para atender ao chamado, o jovem foi surpreendido pelos disparos e morreu no local.
Já na região da Maísa, na zona rural de Mossoró, Josenilson dos Santos Pereira, de 35 anos, natural de São Rafael, foi executado dentro de casa, no assentamento Agrovila Apodi. Os criminosos invadiram o imóvel e efetuaram vários disparos contra a vítima, que estava deitada na cama com a companheira. A mulher não foi atingida.