Depois de a Globo não aceitar a condição de Flávio Bolsonaro de exibir sua entrevista na íntegra, sem cortes e sem restrições de assuntos, o senador decidiu levar sua versão para o cenário internacional e gravou uma entrevista para o jornal norte-americano The New York Times.
É uma resposta direta à tentativa de transformar sua saída do Brasil em um espetáculo de desgaste político. Flávio encontrou fora do alcance da emissora brasileira o espaço que reivindicava para apresentar seus argumentos. A direita não ficará refém da edição de uma grande rede de televisão.
A postura da Globo é vergonhosa. Em vez de oferecer espaço equilibrado ao contraditório, preferiu explorar a saída de Flávio do país com uma narrativa de condenação pública. A emissora se curvou ao regime lulopetista e abandonou qualquer pretensão de independência editorial.
No mesmo Fantástico que retomou a saída de Flávio como fuga, o deputado André Janones recebeu uma reportagem de aproximadamente 14 minutos, em tom amplamente elogioso, destacando sua atuação política e sua contribuição para a campanha de Lula.
Uma figura política deprimente, com medida protetiva contra sua ex-esposa, foi apresentada como um herói, enquanto Flávio virou alvo de uma cobertura hostil. Dois pesos, duas medidas. A Globo pode até continuar sendo uma gigante da comunicação, mas sua credibilidade não está imune ao desgaste provocado por escolhas editoriais que alimentam a desconfiança de milhões de brasileiros.