O discurso da famosa “cervejinha” ganhou um novo capítulo na política econômica do governo Lula. Enquanto a promessa era garantir mais poder de compra ao trabalhador, a realidade apresentada pela nova medida provisória do chamado “Imposto do Pecado” é a previsão de aumento da tributação sobre bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes, veículos e outros produtos.
Pelos percentuais divulgados, a cerveja terá alíquota de 4,2%, o vinho de 8%, a cachaça de 20% e os destilados de 24%. Até os refrigerantes entram na conta, com 2,6%. Para o cigarro, a previsão chega a 66,7%, além de R$ 3,50 por maço.
No fim das contas, a pergunta é inevitável: a cervejinha prometida virá acompanhada de mais uma conta para o consumidor pagar? O governo chama de tributação seletiva. O brasileiro, na hora de passar pelo caixa, pode chamar simplesmente de aumento de preço.