Durante entrevista em Brasília, o senador Styvenson Valentim destacou o apoio ao pré-candidato ao Senado Coronel Hélio Oliveira e afirmou enxergar no aliado características semelhantes às que marcaram sua própria entrada na política.
Ao justificar a escolha, Styvenson voltou a defender a renovação política e ressaltou o fato de Coronel Hélio não ter trajetória tradicional em cargos eletivos.
“O Hélio nunca foi político, então já começa bem. Eu vejo nele algo parecido comigo em 2018”, declarou.
O senador também comentou que sua visão sobre atuação política mudou ao longo do mandato e afirmou que aprendeu que resultados exigem diálogo e construção de alianças.
“A mudança de chave foi essa. Eu aprendi a me relacionar aqui dentro”, afirmou ao comentar sua atuação no Senado e aproximação com lideranças nacionais.
Na entrevista, Styvenson também confirmou apoio ao ex-prefeito de Natal Álvaro Dias para a disputa ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026.
Segundo o senador, a escolha foi construída após conversas políticas e avaliação do cenário estadual ao lado do senador Rogério Marinho.
“A gente escolheu o Álvaro para governo. Eu e Rogério conversamos com ele. A gente sabe o que tem que ser feito”, declarou.
Styvenson afirmou que Álvaro reúne experiência administrativa e capacidade de articulação para conduzir o estado.
Ao explicar sua decisão de disputar a reeleição ao Senado, mesmo após ter concorrido ao Governo em 2022, o parlamentar disse que deseja garantir continuidade a projetos e obras ainda em execução.
“Hoje eu tenho obras que não estão acabadas. Tenho hospital sendo construído e preciso continuar enviando recursos. Isso me preocupa. Me tira o sono.”
Entre os exemplos citados, mencionou investimentos destinados a hospitais ligados à Liga Mossoroense e à Liga Contra o Câncer e argumentou que muitos projetos dependem de continuidade institucional.
Styvenson concluiu afirmando que considera estratégico manter uma cadeira no Senado alinhada ao projeto político defendido por ele e por Rogério Marinho.
“Se eu saio do Senado, quem ficaria no Senado? Perder uma cadeira do Senado talvez seja tão importante quanto a cadeira de governo hoje.”