Por: Ismael Sousa
O Brasil, infelizmente, tem se tornado um cenário fértil para o crescimento do crime organizado. A situação é preocupante, com áreas de grandes cidades dominadas por esse tipo de organização que age quase como um Estado paralelo. Para piorar, o sistema penal muitas vezes falha ao favorecer o crime. A bandidagem tem vez, voz e defesa, inclusive por políticos brasileiros.
Um exemplo recente, o caso do policial da Rota que foi morto por um tiro de um "Snipe do crime", reflete o momento de inversão de valores em que o país se encontra, favorecendo a bandidolatria. A Polícia Militar do Estado de São Paulo, que é uma das mais bem preparadas e equipadas do país, atuou de forma firme em uma operação após a morte do policial da Rota, resultando na morte de mais de dez suspeitos.
Surpreendentemente, os políticos de esquerda, o Ministro da Justiça, a OAB e os Direitos Humanos permaneceram em silêncio diante da perda de um policial, como se a vida dele fosse menos importante. Mas, assim que a polícia reagiu, enfrentando os criminosos com eficiência, essas mesmas figuras rapidamente se pronunciaram, criticando a operação e questionando a letalidade e a proporcionalidade da ação.
Não podemos normalizar os excessos policiais e tratarmos cada caso individualmente, com investigação imparcial e aplicação justa de punições. No entanto, é preocupante que qualquer pessoa que defenda os policiais em casos de morte durante operações seja rapidamente rotulada como "fascista" ou "genocida". As manchetes dos jornais frequentemente destacam que "é a polícia que mais mata no mundo", mas ignoram o fato de que também é a que mais morre em confrontos.
É fácil ficar em uma cadeira confortável e com ar-condicionado para criticar o trabalho da Polícia Militar. O verdadeiro desafio está em sair para as ruas e tentar sobreviver em comunidades infestadas de criminosos armados com equipamentos de guerra. Um missão de risco para poucos.
Esse comportamento totalmente inverso revela a realidade em que vivemos, onde bandidos são tratados como vítimas e o policial, que arrisca sua vida para proteger a população, é colocado na posição de criminoso. Chegamos ao fundo do poço, onde a inversão de valores impera, e a segurança dos cidadãos e dos próprios agentes de segurança é colocada em segundo plano.
No Brasil, apenas o policial tem o direito de morrer. Quando tomba sem vida, num confronto, não há lamento da classe política, nota de pesar dos Direitos Humanos ou conforto aos colegas de farda e familiares do agente de segurança. O foco é voltado para a defesa de quem mata, sequestra e tortura esses profissionais.
Quer um exemplo claro de idolatria a criminosos no país? Basta observar qual túmulo é mais frequentado e cultuado no Dia de Finados, no cemitério São Sebastião, em Mossoró. É o túmulo do cangaceiro Jararaca, do bando de Lampião.
É de enojar!