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Opinião - Dia da Imprensa, soco em jornalista e o silêncio de um presidente

Opinião - Dia da Imprensa, soco em jornalista e o silêncio de um presidente


Por: Ismael Sousa

Hoje, 1º de junho, é celebrado o Dia da Imprensa, mas há motivos para comemorar? Recentemente, testemunhamos um ato de violência contra uma jornalista que estava cobrindo a agenda do ditador Nicolas Maduro, no Palácio do Itamaraty. Delis Ortiz, da TV Globo, foi agredida com um soco no peito após questionar o ditador sobre a dívida da Venezuela com o Brasil.

O que chama a atenção nesse caso é o silêncio do Governo Brasileiro, que recebeu com grande pompa e honra militar o ditador venezuelano em nosso país, expondo aqui o tratamento que é dado à imprensa em seu próprio país. Não houve qualquer mensagem de solidariedade por parte do presidente Lula e da primeira-dama Janja em relação a esse episódio.

A TV Globo foi a emissora que abertamente apoiou a campanha de Lula nas eleições presidenciais de 2022. Na redação da emissora, houve celebração com abraços e gritos de alegria quando William Bonner anunciou o resultado do TSE. Hoje, essa mesma emissora o fato de uma profissional da própria casa ter sido agredido dentro do Governo que pregava o amor e o respeito pelos profissionais de imprensa.

O soco desferido contra Delis Ortiz não afetou somente ela, mas também todos os profissionais que se dedicam arduamente para levar informações à população. O silêncio do presidente é uma afirmação de que jornalistas não podem questionar ditadores e suas transações obscuras, as quais envolvem o dinheiro do trabalhador brasileiro.

Lembre-se: a informação é o caminho para a liberdade. Que feio, Lula!