A Lacrolândia não suporta a derrota. Não suporta a concorrência. Acostumada a ganhar no grito e no vitimismo, xingou o resultado do Oscar que não consagrou o filme "O Agente Secreto", estrelado por Wagner Moura, com nenhuma estatueta. Aliás, o brasileiro não é acostumado a acompanhar o Oscar; acompanha a modinha da vez.
Eu não assisti, mas quem assistiu disse que o filme era chato, longo e entediante. O cinema americano se baseia na qualidade, não no vitimismo. A Disney teve que largar a pauta woke por conta dos prejuízos. Ver a cena da esquerda chorando, xingando o Oscar, é bizarra. A turma acha que o que faz aqui deve ser regra para o mundo.
Não torci contra, mas, se não ganhou nenhum Oscar, vida que segue. A verdade precisa ser dita: a indústria cinematográfica brasileira está uma bosta. Os últimos filmes só possuem temática woke ou são voltados para um lado da história. Filmes sobre ditaduras já cansaram. Não empolgam mais ninguém.
Sabe o que foi pior para essa turma? Foi assistir Wagner Moura perder o Oscar para Michael B. Jordan, ator negro de origem humilde, que levou a estaueta de melhor ator e começou o discurso dizendo: “Deus é bom”.
Os filmes brasileiros estão tão ruins que o governo precisa obrigar os cinemas a exibi-los. Eu não saio de casa para ver uma produção brasileira há anos. Moldaram tudo para ficar pior.
Vou citar um exemplo: O Auto da Compadecida, de 2000, foi um excelente filme. Impecável, memorável, sem lacração, humor fácil, sem apelação. Fez história. Deveria ter parado ali. O segundo filme foi terrivelmente chato, praticamente todo em CGI, sem cidade cenográfica e com um nordestinês forçado. Ficou terrível.