Eu confesso que não entendi. Sério.
Anos atrás era um escândalo. Um barulho ensurdecedor. A ex-reitora Ludimilla Oliveira era tratada como símbolo de tudo que havia de errado na Universidade Federal Rural do Semiárido - Ufersa. “Interventora”, berravam a militância esquerdista raivosa por ela ter sido nomeada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Um problema a ser combatido, se possivel até na base da violência física.
Agora temos a gestão do amor. A gestão escolhida por Lula, celebrada, aplaudida. E, curiosamente, os prédios estão caindo.
Literalmente.
Rachaduras. Infiltrações. Insalubridade. E uma viga despencando dentro de laboratório. Mas calma. Deve ser só narrativa da extrema direita bolsonarista golpista e nazifascista. Talvez a gravidade tenha sido nomeada por outro governo também.
E não é só em Mossoró. Caraúbas entrou no pacote. O caos resolveu descentralizar. Inclusivo. O discurso continua intacto. Firme. De pé. Já a estrutura… nem tanto.
Curioso como a crítica nunca derrubou prédio. O que derruba é abandono. É fingir que está tudo bem enquanto o teto ameaça cair. Mas tudo certo. O importante é que agora ninguém chama de interventor. Só de gestor. Escolhido democraticamente na lista triplice.
Mesmo com a universidade desmoronando. Parabéns, Rodrigo Codes.
Uma dica: Não vejam os comentários na página Ufersa da Depressão.
Nota do Blog: O tempo inocentou a ex-reitora Ludimila. Quem vai ser o primeiro a pedir desculpas?