A quebra de sigilo bancário do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, revelou movimentações de R$ 19,5 milhões em uma conta do Banco do Brasil entre janeiro de 2022 e janeiro deste ano. Os dados vieram à tona após decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, que investiga suspeitas de fraudes no sistema previdenciário.
Para críticos, o volume de recursos chama atenção e reforça questionamentos sobre as relações financeiras do filho do presidente.
A investigação no Congresso aponta a suspeita de que Lulinha possa ter recebido pagamentos mensais do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, no contexto das apurações sobre o esquema bilionário de fraudes.
Paralelamente, o ministro André Mendonça autorizou que a Polícia Federal do Brasil tenha acesso aos dados bancários dentro da investigação. Enquanto isso, uma decisão do ministro Flávio Dino apontou irregularidade no procedimento de votação da quebra de sigilo na CPMI, embora a medida ainda não tenha sido anulada especificamente para o filho do presidente.