O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atingiu neste domingo (20) 59% de probabilidade de vitória na eleição presidencial de 2026, segundo dados da plataforma internacional Kalshi. No Polymarket, outro mercado de previsões, o candidato aparece com 58% de probabilidade de ser eleito presidente.
Na Kalshi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, aparece com 42%. Renan Santos (Missão) registra 0,8%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem com menos de 0,1%.
No Polymarket, Flávio registra 58%, contra 42% de Lula. Renan Santos aparece com 1%, enquanto Caiado, Augusto Cury (Avante) e Zema têm menos de 1% cada. Os dados foram atualizados ao longo deste domingo.
Mercados de previsão não são pesquisas eleitorais
Kalshi e Polymarket funcionam como mercados de previsão. Os participantes negociam contratos relacionados a determinados acontecimentos futuros e os preços desses contratos são utilizados para indicar uma probabilidade implícita de cada resultado.
Por isso, os percentuais não representam intenção de voto e não podem ser comparados diretamente com levantamentos de institutos de pesquisa. Diferentemente das pesquisas eleitorais, essas plataformas não trabalham com amostras representativas do eleitorado brasileiro.
O próprio Polymarket explica que os preços de seus contratos refletem a probabilidade implícita atribuída pelos participantes do mercado e são atualizados continuamente conforme novas informações e negociações.
Flávio já havia ultrapassado Lula no Polymarket
O movimento ocorre após uma mudança registrada ao longo de setembro. No dia 10, o Polymarket apontava Flávio com 52% de probabilidade de vitória, contra 45% de Lula. Na ocasião, a CNN Brasil destacou que o senador havia ultrapassado o presidente na plataforma.
Agora, dez dias depois, a diferença entre os dois candidatos no Polymarket chega a 16 pontos percentuais: 58% para Flávio e 42% para Lula.
Os números, porém, representam exclusivamente o comportamento daquele mercado de previsão e podem oscilar rapidamente conforme novas informações, eventos políticos e negociações entre os participantes.
Mercado de previsão é proibido no Brasil
A CNN Brasil também destaca que as plataformas não seguem os critérios metodológicos de uma pesquisa eleitoral e que o mercado preditivo envolvendo eleições é proibido no Brasil.
Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que impede a oferta e a negociação de apostas vinculadas a temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento por plataformas que atuem nesse modelo de mercado preditivo.
A eleição presidencial brasileira está marcada para 4 de outubro de 2026.