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EUA fecham a porta para o Brasil: empresários voltam de Washington de mãos abanando

EUA fecham a porta para o Brasil: empresários voltam de Washington de mãos abanando


Os Estados Unidos deram um claro recado ao Brasil nesta quarta-feira (3): a solução para a crise comercial não passa por Washington. O vice-secretário de Estado norte-americano, Christopher Landau, recebeu empresários de peso, como Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Abrão Neto, CEO da Amcham, e o embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O encontro, realizado na sede da diplomacia americana, foi classificado como um “diálogo franco” por fontes ligadas à administração de Donald Trump. No entanto, a franqueza veio acompanhada de um recado duro: se o Brasil quer negociar as tarifas de 50% aplicadas a produtos nacionais desde o dia 6, que o lobby seja feito junto ao governo Lula em Brasília — e não na capital americana.

Na prática, o resultado foi nulo. Os representantes da elite empresarial brasileira voltaram de Washington sem qualquer avanço, ouvindo apenas que os EUA não pretendem rever a medida no curto prazo. O gesto simboliza, na visão de analistas, um fechamento de portas para o Brasil no momento em que o país enfrenta crescente isolamento internacional.

Enquanto isso, setores estratégicos da economia nacional, especialmente exportadores de bens agrícolas e industriais, já sentem os primeiros impactos da taxação. O silêncio constrangedor do Planalto sobre o episódio aumenta a sensação de que o Brasil perdeu prestígio e capacidade de negociação diante do governo norte-americano.