Há muito tempo deixou de ser apenas impressão, o ministro Alexandre de Moraes demonstra uma obsessão pessoal e política por Filipe Martins. Os fatos são públicos, documentados e falam por si.
Martins foi mantido preso por seis meses com base em uma acusação falsa, a de que teria deixado o Brasil em 2022 e “desaparecido”. Uma narrativa desmontada rapidamente por qualquer análise minimamente séria das provas. Ainda assim, a prisão foi mantida.
Agora, Moraes volta a agir de forma arbitrária ao determinar nova prisão, desta vez sob a alegação de que Filipe Martins teria usado o LinkedIn. A acusação se apoia na palavra de um homem ressentido, demitido por Jair Bolsonaro em 2019, que afirmou que Martins visualizou seu perfil, algo que pode ocorrer por diversos meios automáticos da plataforma, sem qualquer ação direta do usuário.
Não há prova. Não há materialidade. Não há devido processo legal. Há apenas vontade política travestida de decisão judicial.
A esquerda e parte expressiva do establishment brasileiro decidiram que prender Bolsonaro e seus aliados se tornou uma “causa nobre”, capaz de justificar tudo, o atropelo da Constituição, o desprezo à lei, a banalização da prisão e a criminalização de adversários políticos.
Criaram um monstro autoritário, alimentaram seus excessos e agora fingem surpresa diante do avanço de um poder sem freios. O problema nunca foi a defesa da democracia. Sempre foi o controle absoluto do jogo político, custe o que custar.