Por: Ismael Sousa
A Brava Energia inaugurou, na manhã desta quinta-feira (2), em Mossoró, o novo Centro de Operações Integradas (COI) do Polo Potiguar, empreendimento que passa a concentrar o monitoramento e a gestão das operações de produção onshore da companhia no Rio Grande do Norte e no Ceará. A estrutura acompanha, em tempo real, cerca de 7.100 poços distribuídos em uma área superior a 1.000 quilômetros quadrados, consolidando-se como o maior centro integrado de operações terrestres do país.
De acordo com a empresa, plano de investimento total da nova estrutura pela Brava será de até R$ 15 milhões ao longo de 2026. Instalado na base Mossoró, na antiga base da Petrobras, o COI reúne em uma única sala de controle atividades que anteriormente eram executadas em 22 salas distintas e operadas por 26 sistemas SCADA independentes, espalhados pelos ativos de Alto do Rodrigues, Canto do Amaro, Macau e Fazenda Belém.
Com a integração, toda a operação envolvendo estações de produção, poços, sistemas de energia, sondas, logística e equipes passa a ser coordenada de forma centralizada, ampliando a capacidade de resposta e a eficiência operacional.
A solenidade de inauguração e de apresentação do COI contou com a presença do diretor-presidente (CEO) da Brava Energia, Richard Kehrer Kovacs, do diretor de Operações Onshore da companhia, Jorge Boeri, além dos prefeitos de Mossoró, Marcos Medeiros, e de Areia Branca, Souza, além de representantes do setor produtivo e autoridades da região.
O novo centro reúne 56 sistemas padronizados, desenvolvidos com base em normas internacionais e nas melhores práticas da indústria de petróleo e gás. Segundo a empresa, a integração permite maior comunicação entre as equipes, padronização dos processos operacionais e mais agilidade na tomada de decisões estratégicas.
A operação funciona de forma ininterrupta, 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, contando com uma equipe especializada de 58 profissionais. O complexo também incorpora monitoramento por drones e ferramentas de inteligência artificial para ampliar o acompanhamento das operações em campo, reduzir o tempo de resposta às ocorrências e otimizar o aproveitamento dos recursos disponíveis.
Para o diretor de Operações Onshore da Brava Energia, Jorge Boeri, o novo centro representa uma mudança na forma de gerenciar a produção terrestre da companhia.
“É um divisor de águas na história do onshore da Brava e do onshore brasileiro. É um conceito inédito no nosso Onshore, onde a gente integra todo o gerenciamento como o cérebro da operação. A gente integra a logística, monitora e prioriza todos os recursos; a sala de energia elétrica, onde tem toda a alimentação e consumo do campo; a sala de processo, onde vemos toda a nossa planta; a sala de poço, onde estamos operando, e a sala de sonda, onde monitoramos em tempo real o funcionamento de nossas sondas de perfuração”, detalha o diretor.
“Além disso, temos o nosso centro de monitoramento de Drones, onde a Brava está implantando drones para fazer monitoramento e pegar todas as informações necessárias e enviar os recursos com maior celeridade e eficiência. Isso vai permitir melhorar muito a nossa condição de segurança, porque as decisões serão baseadas em informações em tempo real”, acrescenta Jorge Boeri.
Com a inauguração do COI, a Brava Energia reforça sua estratégia de modernização da operação terrestre no Nordeste, apostando na digitalização, integração de dados e automação como ferramentas para elevar a eficiência operacional, aumentar a segurança das equipes e fortalecer a competitividade do Polo Potiguar, considerado um dos principais ativos onshore da indústria brasileira de petróleo e gás.