No Brasil, a balança da Justiça vive de ponta-cabeça. Quem adultera bebida com metanol, colocando vidas em risco, pode pegar de 3 a 8 anos de prisão. Um crime que cega, mata, destrói famílias. A lei é branda, quase cúmplice da irresponsabilidade.
Já pichar uma estátua com a frase “perdeu, mané” rende 14 anos de condenação. A desproporção é absurda. O patrimônio de pedra vale mais que o corpo humano. A vida real fica em segundo plano diante da liturgia da toga.
Esse contraste revela um sistema de punição que não sabe medir prioridades. A justiça brasileira é rápida e dura quando o alvo serve de exemplo político. Mas quando a tragédia atinge o povo, as penas são leves, as brechas são largas e a indignação morre no silêncio da burocracia.