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Sindicato considera situação de pacientes nos corredores do Walfredo Gurgel como ‘Cenário apavorante’

Sindicato considera situação de pacientes nos corredores do Walfredo Gurgel como ‘Cenário apavorante’

 

Os pacientes que precisaram recorrer ao pronto-socorro do maior hospital do Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (11), se depararam com um cenário apavorante no Monsenhor Walfredo Gurgel. Isso porque, devido a superlotação da unidade, além das enfermarias lotadas, muitos pacientes estão internados em cima de macas pelos corredores do hospital aguardando leitos e cirurgias. Inclusive, uma dessas pacientes que aguardam uma cirurgia ortopédica é Maria Lopes dos Santos, uma idosa de 109 anos que deu entrada no hospital nesta última terça-feira (10), com uma fratura no fêmur e até o fechamento desta matéria, sequer havia previsão de quando ela seria operada. 

De acordo com informações repassadas por trabalhadores do hospital ao Sindsaúde/RN, até o início da tarde de hoje, haviam 80 pacientes nos corredores do hospital, destes, 57 aguardavam uma cirurgia ortopédica, entre eles, jovens, adultos e outros idosos que também estão com o fêmur fraturado, entre outras lesões. A superlotação acarreta inúmeros danos aos pacientes e dificulta até mesmo o atendimento prestado pelos profissionais de saúde, sobretudo os técnicos de enfermagem que estão altamente sobrecarregados. Nesta quarta-feira (11), por exemplo, cada técnico de enfermagem do pronto-socorro do Walfredo Gurgel estava responsável por 15 pacientes de uma só vez. 

“Está tão lotado que os pacientes estão amontoados em cima de macas pelos corredores até próximo a entrada do necrotério, muitos esperando cirurgias, correndo risco de perder um membro e totalmente expostos a vírus e bactérias hospitalares, é desumano deixar a situação chegar a esse ponto”, desabafa um dos trabalhadores do hospital em anônimo sobre a situação do Walfredo Gurgel. 

Para o Sindsaúde/RN, essa situação sintetiza a falta de responsabilidade e respeito do Governo de Fátima Bezerra (PT), para com os pacientes, servidores e sobretudo com a população do estado. “O que existe é uma omissão e um descaso com a população, pois a saúde não é prioridade para esse governo, que já fechou serviços e que deixa a situação do Walfredo chegar a esse ponto”, destaca Rosália Fernandes diretora do Sindsaúde/RN que também trabalha no hospital.