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Misoginia: Protesto contra defensor público que atacou mulheres é marcado para amanhã

Misoginia: Protesto contra defensor público que atacou mulheres é marcado para amanhã


Nesta terça-feira, 27 de junho, às 9h da manhã, está marcado um ato de protesto contra o Defensor Público Serrano Vale, em defesa das mulheres, em virtude de um áudio vazado no qual ele incitou a violência contra as mulheres que declararam voto em Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. A frase misógina proferida por Vale repercutiu em todo o estado, causando indignação e revolta.

O áudio, que foi amplamente compartilhado nas redes sociais e aplicativos de mensagens, contém a seguinte declaração ofensiva de Serrano Vale: "Mulher que votou em Bolsonaro que levar uma dedada não merece reclamar". A mensagem, que demonstra um claro desrespeito às mulheres e perpetua estereótipos de gênero, gerou um grande impacto negativo na sociedade.

A repercussão imediata do áudio levou a uma onda de indignação, não apenas entre as mulheres que votaram em Bolsonaro, mas também entre a população em geral. Muitos consideraram as palavras de Vale inaceitáveis e uma clara violação de seus deveres como Defensor Público, cujo papel é zelar pela garantia dos direitos e pela igualdade perante a lei.

Nota do Blog: As manifestações contra o defensor público que atacou as mulheres com defesa da violência e abuso sexual, por votarem em Bolsonaro, até agora, não passaram de pequenas notas de repúdio. Até a própria defensoria soltou uma nota leve, lavando as mãos e passando pano para o misógino. Blogs e páginas progressistas que não perdem uma notícia de ataques às minorias, ficaram em silêncio. Na ALRN, poucos deputados se manifestaram. Deputadas feministas do PT ignoraram o caso. A governadora conhecida por ser uma “guerreira” na luta pelas mulheres, se calou. A misoginia é aceitável no campo progressista, mas depende de que lado ideológico você esteja. Se for ataques contra mulheres de direita, tudo bem! É capaz até de chamarem de “machista” quem criticar a postura do defensor público. O “ódio do bem existe”, é real, e está bem à sua frente. Basta prestar atenção em quem defende uma bandeira de igualdade, e se silencia diante desse caso.