Treze ministros aposentados do STF pediram ao presidente da Corte, Edson Fachin, a convocação urgente de uma sessão pública para que o plenário determine a "imediata e rigorosa apuração" dos fatos relacionados à crise no Tribunal. Na carta, divulgada nesta segunda-feira, 7, os ex-ministros afirmam que o Supremo atravessa a "mais aguda crise de sua história" e defendem que a apuração ocorra sob o devido processo legal.
Assinam a manifestação Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
No documento dirigido a Fachin, os ministros aposentados manifestam "plena confiança" na condução da Corte pelo atual presidente e afirmam esperar a convocação, "com toda a urgência", de uma sessão pública do plenário.
Segundo os signatários, a divulgação dos fatos que motivaram a manifestação vem comprometendo o prestígio e a autoridade do STF, a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.
A carta, no entanto, não menciona nominalmente integrantes do Supremo, não especifica quais episódios devem ser objeto da apuração e não pede o afastamento de ministros.
Íntegra da carta
"Sr. Ministro Presidente,
Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas."