Desde o início dos ataques em Israel e da pronta resposta das forças de segurança, a principal preocupação recaiu sobre o bem-estar das famílias dos brasileiros no meio no conflito. Dois estudantes da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Francisco das Chagas e Roosevelt de Araújo, estavam no país como parte de um programa de intercâmbio acadêmico.
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Ciente da gravidade da situação, a reitora Ludmilla Oliveira iniciou os procedimentos burocráticos necessários. Ela elaborou ofícios, entrou em contato com a embaixada brasileira em Israel e solicitou ao Governo Federal que os alunos fossem incluídos na lista de prioridade para repatriação. Como resultado desse esforço, os dois estudantes desembarcaram no Brasil na madrugada de ontem, em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB), e chegaram a Mossoró no início da noite deste sábado (14).
A atitude da reitora Ludmilla em ir pessoalmente ao aeroporto de Fortaleza receber os alunos foi elogiável, mostrando seu compromisso com o bem-estar dos estudantes da UFERSA. No entanto, esse protagonismo não passou despercebida e desencadeou críticas, especialmente da esquerda birrenta no Estado. Detalhe: esquerda essa que lança notas de apoio ao terrorismo do Hamas, chamando os ataques de "resistência Palestina".
Alguns blogs e militantes petistas partiram para ataques, exigindo que todo o mérito fosse atribuído exclusivamente ao ex-presidente Lula. Ludmilla Oliveira, no entanto, manteve sua postura e concentrou seus esforços no que era mais importante: garantir a segurança e o retorno dos estudantes.
O trabalho da reitora na repatriação dos alunos incomodou, assim como vem incomodando ao longo de todo seu mandato à frente da Universidade Federal. Ataques, agressões, xingamentos, perseguições ideológicas, tentativa de retira-la da cadeira do comando da instituição, nada adiantou. Ela responde com trabalho: “missão cumprida”, disse a reitora assim que os alunos chegaram em solo mossoroense.