O governo de esquerda do primeiro-ministro Donald Tusk protagonizou uma ofensiva contra as instituições da Polônia que levou o país a uma grave crise constitucional. A movimentação contra o Tribunal Constitucional foi classificada pelo presidente Karol Nawrocki como uma tentativa de golpe de Estado.
Diante da gravidade dos acontecimentos, Nawrocki interrompeu uma viagem oficial ao Senegal e retornou às pressas ao país. O presidente reagiu à tentativa de alteração do comando da Corte e denunciou o que considera uma afronta direta à Constituição e à democracia polonesa.
O episódio revela a escalada autoritária no confronto entre o governo de esquerda e a oposição conservadora. A disputa pelo controle das instituições colocou a democracia polonesa no centro de uma crise política de grandes proporções.