A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ocupar a tribuna da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (3), em meio ao julgamento sobre a chamada “trama golpista”. O tom foi de indignação: os advogados rechaçaram a delação do tenente-coronel Mauro Cid, classificando-a como frágil e incapaz de sustentar acusações contra o ex-mandatário.
O advogado Celso Vilardi afirmou que Bolsonaro foi “dragado” para os acontecimentos de 8 de janeiro sem qualquer evidência concreta. “Encontraram uma minuta apelidada de plano Punhal Verde e Amarelo, falaram de uma operação Luneta… e, como todos sabemos, houve o trágico 8 de janeiro. Mas o presidente, que aqui represento, foi simplesmente arrastado para esse enredo”, disse.
A defesa frisou que não existe uma única prova que vincule Bolsonaro à chamada “minuta do golpe” ou a qualquer articulação antidemocrática. “Nem o delator conseguiu dizer que houve participação de Bolsonaro em Punhal, em Luneta, em Copa, em 8 de janeiro. Não há nada. Apenas versões que não se sustentam”, reforçou Vilardi.
Os advogados ainda destacaram a desproporcionalidade das acusações, lembrando que “um fato encerrado gerar pena de até 30 anos é algo absolutamente irrazoável”.
Ao rebater a delação premiada de Mauro Cid, a defesa foi categórica: a narrativa contra Bolsonaro não passa de uma construção política sem sustentação jurídica.