A saúde pública de Mossoró viveu um dia vergonhoso nesta segunda-feira (25). Três dos mais importantes hospitais da cidade escancararam o descaso do governo com uma das áreas que deveria ser tratada como prioridade máxima. A sequência de problemas mostrou a negligência que se arrasta na gestão da saúde pública do RN.
A greve dos obstetras do Hospital Maternidade Almeida Castro foi o primeiro alerta. Sete meses de atrasos no repasse dos salários de profissionais que atendem mais de 60 municípios da região. A Justiça do Trabalho teve que bloquear R$ 4,7 milhões das contas do Estado para garantir a continuidade dos serviços. Como se isso não bastasse, os médicos da UTI do Hospital Regional Tarcísio Maia também ameaçaram paralisar suas atividades, após cinco meses sem pagamento. Uma promessa de quitar parte da dívida fez com que os serviços fossem retomados, mas até quando a categoria vai tolerar a falta de compromisso?
E, para fechar o triste dia, o Hospital da Mulher suspendeu os procedimentos cirúrgicos por falta de insumos básicos como gaze estéril. É surreal que uma unidade de referência enfrente esse tipo de precariedade.
O que vimos em Mossoró foi uma segunda-feira de caos, um retrato do colapso que se aproxima. A população e os profissionais não podem continuar pagando essa conta. Um dia para entrar na história com um dos mais sombrios.
Confira a série de máterias que fizemos sobre a situação:
Isolda Dantas se pronuncia 24h após greve na obstetrícia de Mossoró e é criticada
Em contato com o Blog, Fátima diz que está em negociação com obstetras de Mossoró
URGENTE: Médicos que atuam na UTI do HRTM anunciam paralisação por falta de pagamento
Em nota, obstetras denunciam incertezas sobre pagamento e alertam para riscos na Maternidade Almeida Castro
Crise na obstetrícia de Mossoró e nenhum ‘piu’ de Isolda
URGENTE: Justiça bloqueia R$ 4,7 milhões do Governo para pagar obstetras de Mossoró
Allyson critica Fátima por greve de obstetras e anuncia medidas para manter partos de urgência