A deputada estadual Isolda Dantas (PT) quebrou o silêncio somente 24 horas após a deflagração da greve dos profissionais de obstetrícia do Hospital Maternidade Almeida Castro, em Mossoró. A categoria cobra sete meses de salários atrasados, expondo a grave crise no atendimento à saúde da mulher na região.
Em um vídeo de 34 segundos, publicado nas redes sociais, a parlamentar afirmou estar “acompanhando de perto” a situação e destacou o esforço do Governo do Estado em buscar uma solução junto ao Ministério Público e à Apamim. Isolda também mencionou a apresentação de um requerimento na Assembleia Legislativa para convocar a secretária de Saúde, Lyane Ramalho, a prestar esclarecimentos sobre o caso.
A resposta foi genérica e tardia, resultando em críticas de internautas. Como representante da cidade, os mossoroenses esperavam uma postura mais ágil diante do problema.
E a pressão em cima de Isolda para se pronunciar sobre o caso tem uma razão simples: é a deputada que diz representar Mossoró, é aliada de primeira hora da governadora Fátima Bezerra e teve como bandeira de luta a defesa da mulher. Isolda revelou que é aliada fiel da governadora e minimizou o desgaste, mas demonstrou passar longe de ser a representante de Mossoró e das mulheres.
Para minimizar o desgaste, Isolda limitou os comentários em sua página no Instagram, numa tentativa de evitar cobranças públicas e até críticas.
Porém, ela correu para comentar o relatório da PF sobre a suposta tentativa de golpe dos militares ligados a Bolsonaro. Garantir a prisão de Bolsonaro é muito mais urgente para a deputada do que se preocupar com a saúde das mulheres do Oeste. Prioridades, né?