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Zenaide Maia é lulismo puro, sem espaço para a direita

Zenaide Maia é lulismo puro, sem espaço para a direita


O eleitor de direita do Rio Grande do Norte não pode ser tratado como peça descartável de engenharia eleitoral. A tese de que esse eleitor deveria dar um “segundo voto” à senadora Zenaide Maia, por pragmatismo e como forma de enfrentar a governadora Fátima Bezerra, é mais do que equivocada. É um erro político grosseiro.

Fátima Bezerra, no comando do Executivo, já se mostrou um fracasso administrativo e um projeto ideológico esgotado. Para a direita, sua derrota é uma necessidade óbvia. Mas combater Fátima usando Zenaide como instrumento é trocar seis por meia dúzia. Ou pior.

Zenaide Maia não é alternativa. Não é neutra. Não é independente. É lulista assumida, vice-líder do governo Lula no Senado e alinhada integralmente ao projeto do PT. Vota com o Planalto, sustenta as pautas governistas e atua como base fiel do governo federal.

Os fatos são claros. Zenaide votou contra o PL da dosimetria, reforçando a narrativa de que os atos do 8 de janeiro foram uma tentativa de golpe de Estado. Com isso, chancelou penas desproporcionais, prisões políticas e a relativização de garantias individuais. Para o eleitor de direita, esse posicionamento é inaceitável.

Mais recentemente, a senadora também criticou a ação que resultou na captura e prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Em nenhum momento houve menção à ditadura, à miséria ou à opressão imposta ao povo venezuelano há quase três décadas. O silêncio foi revelador. A posição, constrangedora.

Não existe voto útil quando não há afinidade ideológica. Não existe pragmatismo que justifique fortalecer quem sustenta exatamente o projeto que a direita combate. O eleitor consciente entende isso.

A direita potiguar precisa agir com clareza e coerência. Se o projeto de oposição tiver Rogério Marinho como candidato ao governo, o caminho natural ao Senado é Styvenson Valentim e Coronel Hélio. Se Rogério abrir mão e Styvenson liderar a majoritária, as duas vagas devem ser ocupadas por Álvaro Dias e Coronel Hélio.

O Senado é peça-chave. É ali que se pode conter abusos, enfrentar excessos e tentar frear decisões que vêm transformando o Supremo Tribunal Federal em ator político. Zenaide Maia não faz esse enfrentamento. Ao contrário, apoia as decisões e perseguições conduzidas por Alexandre de Moraes.

Aposentar Fátima Bezerra e Zenaide Maia não é radicalismo. É coerência política. É respeito ao eleitor de direita do Rio Grande do Norte, que já deixou claro: não aceita mais atalhos, nem acordos que traem princípios.