Uma comissão formada pelos vereadores Edson Carlos, Wiginis do Gás, Genilson Alves e Lucas da Malhas, convidada por técnicos de enfermagem, encontrou um cenário de descaso e abandono com a saúde pública no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró.
As principais reclamações são a superlotação nos corredores, a sobrecarga dos profissionais, além de falta de água para realizar a limpeza de lençóis e a higiene dos pacientes. Uma senhora acompanhante afirmou que teve que comprar água mineral para poder dar a medicação a um parente. Um médico relatou que teve que lavar as mãos com soro por conta do desabastecimento.
A visita para fiscalizar a situação do hospital foi considerada tensa pelos vereadores. Houve bate-boca, tentativa de intimidação e um advogado chegou a ser acionado para tentar contornar a situação. Os vereadores colheram vários relatos dos pacientes. “Encontramos um clima pesado com cenário de total abandono, muitos pacientes chorando, alguns defecados e sujos sem condições de serem limpos devido à falta de água”, afirmou Edson Carlos.
Cerca de 180 profissionais celetistas (contratos temporários), sendo médicos, ASGs, técnicos de enfermagens dentre outros, contratados para atuarem nos Leitos Covid-19, podem ser demitidos, já que a SESAP não sinalizou nenhuma renovação de contrato com esses trabalhadores. O contrato se vence neste dia 1º de maio, Dia do Trabalhador.
Por conta dessas incertezas, alguns trabalhadores resolveram cruzar os braços na manhã de hoje e convocaram os vereadores e a imprensa para relatar a situação. Eles denunciam atrasos no pagamento de plantões extras, péssima qualidade da alimentação servida durante a noite (ceia), manutenção do contrato dos celetistas e a sobrecarga dos profissionais de enfermagem. A falta de manutenção desses contratos pode ocasionar em suspensão de serviços e fechamento de leitos de UTI.