A gestão Allyson Bezerra (UB) entrou em seu segundo mandato com uma face bem diferente da que a população conheceu em 2021. O prefeito deixou para trás a imagem do jovem descontraído, próximo e acessível, e assumiu um perfil marcado pela vaidade e pela rigidez.
Dois episódios recentes revelam essa mudança de forma contundente. A desapropriação do casarão da família Néo, feita sem diálogo e por valor contestado, e a retirada forçada de uma ambulante que vendia açaí e sorvete no centro da cidade, surpreendida pela ação da prefeitura na madrugada.
Por trás das dancinhas, performances no TikTok e do chapéu de couro, Allyson mostra um estilo de governar centralizador, impositivo e distante do eleitorado que um dia o idolatrava.
A imagem do político carismático dá lugar ao gestor de punho de ferro, que parece não medir esforços para impor sua vontade.
A mudança não passa despercebida. Cada vez mais, a população percebe que a gestão que se vende como leve e popular nas redes sociais, na prática, age com truculência e autoritarismo.
Ele não quer que os blogs falem sobre o Desfile de 7 de Setembro, querem que falem dele no evento. As ações institucionais não tratam da gestão, tratam da figura do gestor. Ele é o Alfa e o Omega. Tudo passa por ele. Nada contra ele e nada fora dele (isso te soa familiar na história?).
Os servidores têm medo, o povo tem medo, a imprensa tem medo. Ningúem ousa desafiar a autoridade do gestor.
O recado da professora Maria Luísa Neo, que aos 90 anos, perdeu seu casarão à gestão por decisão judicial , é duro, mas é de alguém que viveu muito nessa vida: “A soberba precede a queda”.