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União Brasil e PP formam superfederação; no RN, cenário aponta fortalecimento de Allyson

União Brasil e PP formam superfederação; no RN, cenário aponta fortalecimento de Allyson


A criação da superfederação entre União Brasil e PP, consolidada oficialmente nesta segunda-feira (29), muda drasticamente o xadrez político nacional — e os reflexos já começam a ser sentidos no Rio Grande do Norte. Com 123 parlamentares, a nova federação “União Progressista” se torna a maior força política do Congresso, desbancando o PL (91 deputados) e a federação PT-PCdoB-PV (80 deputados).

Na Câmara, a nova bancada contará com 109 deputados. No Senado, a federação se iguala ao PSD e PL, com 14 parlamentares. A nova configuração deve impactar diretamente os rumos da sucessão estadual no RN, especialmente no grupo que orbita o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), hoje nome certo nas projeções para 2026.

No estado, a federação contará com três nomes: Carla Dickson (União Brasil), Benes Leocádio (União Brasil) e João Maia (PP). O comando da nova legenda unificada deve ficar, ao menos inicialmente, com quem possui mais parlamentares, o que colocaria o ex-senador José Agripino Maia — presidente do União Brasil no RN — no posto de liderança. Mas o cenário pode mudar. Carla Dickson é cotada para migrar ao PL, enquanto Robinson Faria (atualmente no PL) avalia se filiar ao PP, dentro da federação.

Os movimentos fortalecem o entorno político de Allyson Bezerra, que passa a ter ainda mais musculatura partidária para entrar no jogo da sucessão estadual. O prefeito de Mossoró desponta como nome competitivo para disputar o Governo do Estado, sendo visto como alternativa de terceira via.

Já o grupo da ex-prefeita e ex-governadora Rosalba Ciarlini, hoje no PP, rival de Allyson em Mossoró, vê o espaço político se estreitar. Sem mandato e sem articulação visível para 2026, o chamado “rosalbismo” dá sinais de esvaziamento. A tendência, nos bastidores, é que o grupo procure abrigo em outra legenda ou se mantenha fora do jogo sucessório, caso não consiga viabilidade eleitoral.