O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) derrubou a decisão que suspendia o processo seletivo exclusivo para o curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Campus do Agreste, em Caruaru. O programa é voltado a integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), criando, na prática, um curso paralelo dentro de uma universidade pública.
A medida, apresentada como “ação afirmativa”, ultrapassa todos os limites do princípio da isonomia. Não se trata de uma política de cotas dentro do ENEM ou do Sisu, mas de um vestibular à parte — um privilégio concedido por pertencimento político e social.
O que se anuncia como inclusão é, na verdade, segregação institucionalizada. Uma distorção do conceito de justiça social que transforma o ensino público em território de militância e destrói a lógica do mérito acadêmico.
A decisão ainda admite recursos, mas o precedente é grave: a universidade pública corre o risco de ser capturada por interesses ideológicos, afastando-se de sua missão essencial — formar cidadãos livres, críticos e iguais perante o conhecimento.