A falta de pesquisas neste começo de ano é estratégia. Os três grupos que potagonizam a disputa pelo Governo estão inseguros com o cenário. Qualquer número divulgado agora pode criar desgaste e atrapalhar alianças que ainda estão sendo costuradas. Fevereiro, março e abril são meses de bastidor, não de exposição.
Uma chapa já está praticamente fechada, Álvaro Dias e Babá Pereira para governo e vice. A dúvida é partidária, Álvaro pode sair do Republicanos e ir para o PL, de olho em mais tempo de TV e rádio, enquanto Babá deve deixar o PL para se filiar ao Podemos. É cálculo eleitoral.
No grupo de Allyson Bezerra (UB) ainda há pendências. Ele precisa que o caso da Operação Mederi perca força e espera a filiação de Hermano Moraes ao MDB, indicado por Walter Alves para vice. Em Brasília, o PT trabalha para evitar que o MDB vá para o palanque de Allyson, porque isso garantiria mais tempo de mídia.
No campo governista, Cadu (PT) segue sem vice. Um nome no radar é o da ex-deputada Larissa Rosado, que preside o PSB. Isso colocaria uma mossoroense no palanque.
São três grupos fortes, mas cautelosos. Ninguém quer se expor primeiro. Pesquisa agora não é prioridade, o foco é fechar alianças e montar chapas competitivas.