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Transporte coletivo de Mossoró se adequa para manter serviço na pandemia

Transporte coletivo de Mossoró se adequa para manter serviço na pandemia

O setor de transporte público coletivo, que, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) acumula R$ 11,75 bilhões em perdas entre março/2020 a fevereiro/2021, busca alternativas para manutenção do serviço. Em Mossoró, o cenário não é diferente: o segmento registra queda superior a 90% na demanda de passageiros, desde o início da pandemia no Brasil, em 2020. Associado aos efeitos da crise sanitária, o serviço enfrenta ainda seguidas altas no preço do diesel.

Diante do panorama negativo, a Cidade do Sol, concessionária responsável pelo serviço no município, adota, desde o início da pandemia, medidas para manter a operação, mesmo em meio ao crescente desequilíbrio financeiro. Desde meados do ano passado, o serviço opera com as linhas de maior fluxo (Abolição, Nova Vida e Vingt Rosado), que transportam cerca de 90% do total de passageiros transportados na cidade. Antes da pandemia, funcionavam 17 itinerários.

Contudo, as suspensões temporárias de itinerários deficitários não foram suficientes para garantir o equilíbrio financeiro. Segundo o diretor da empresa, Waldemar Araújo, o quadro de funcionários, mantido completo mesmo sem operação da totalidade de linhas, precisou ser enxugado. Ele lembra que, tão logo ocorra aumento na demanda, as linhas poderão ser retomadas.

“Vivemos a maior crise sanitária e econômica do país. A pandemia nos atingiu em cheio e estamos adequando a operação para manter o serviço, mesmo com todas as dificuldades. Perdemos mais de 90% dos passageiros desde 2020, e, mesmo reduzindo as linhas, no ano passado, mantivemos os empregos de todos os colaboradores, mas, infelizmente, precisamos enxugar o quadro. Esperamos que tudo isso passe para que voltemos ao patamar de excelência do serviço que mantínhamos antes da pandemia, aprovado por 87% dos clientes da empresa”, destaca.

A confiança do setor na retomada e crescimento do serviço após a pandemia se deve a três fatores principais, segundo Araújo: ao compromisso da Prefeitura Municipal em apoiar, com medidas, para que o transporte coletivo em Mossoró evolua, conforme todo o planejamento pensado para a mobilidade urbana do município; ao fortalecimento da economia e ao aumento na demanda de passageiros.