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Transferência de chefes do Comando Vermelho não inclui penitenciária de Mossoró

Transferência de chefes do Comando Vermelho não inclui penitenciária de Mossoró


Informações obtidas pelo blog confirmam que não há plano de voo de aeronaves da Força Aérea Brasileira nem da Polícia Federal com destino ao Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró. Também não há registro de movimentação de viaturas do Sistema Penal Federal. Ou seja, os sete chefes do Comando Vermelho transferidos do Rio de Janeiro não virão para Mossoró, como chegou a ser cogitado.

A operação de transferência foi anunciada mais cedo pelo governador Cláudio Castro (PL), após autorização do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A suspeita inicial era de que parte dos detentos pudesse ser levada para a Penitenciária Federal de Mossoró, uma das cinco unidades de segurança máxima do país. No entanto, as evidências apontam que os criminosos foram encaminhados a outras penitenciárias, possivelmente para Catanduvas, no Paraná, informação ainda não confirmada oficialmente.

“Sete presos já começaram a ser transferidos para presídios federais. Com essas novas remoções, já são 42 líderes criminosos transferidos do Rio de Janeiro no meu governo. O enfrentamento ao crime é permanente. Não vamos permitir que o Rio de Janeiro vire um resort do crime”, declarou o governador.

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), informou que a operação foi realizada “sob o mais alto padrão de segurança, com coordenação da Polícia Penal Federal”. O órgão, no entanto, não revelou os destinos dos presos, alegando questões de segurança.

Nas penitenciárias federais, os detentos cumprem regime de isolamento total, em celas individuais, com 22 horas diárias de confinamento e apenas duas de banho de sol, sob vigilância permanente de policiais penais federais e sistemas eletrônicos de monitoramento.