Há dias, a Grupo Globo, com a TV Globo, o jornal O Globo, a GloboNews e outros braços do conglomerado, bate dia e noite em Alexandre de Moraes, em Dias Toffoli e nos abusos do Supremo Tribunal Federal. É bom lembrar que foi essa mesma grande mídia que deu empoderamento e defesa a muitos dos abusos que atropelaram ritos da Constituição para condenar pessoas da direita. Quando o inimigo era outro, Xandão era tratado como guardião da democracia.
Mas quando a água começa a bater na bunda desses mesmos comentaristas e editores, a narrativa muda. De repente, o herói vira problema. O Inquérito das Fake News, que funciona como um poder paralelo dentro do Judiciário, foi aplaudido durante anos pela mesma mídia que hoje o critica e pede seu encerramento. Enquanto atingia Daniel Silveira, Felipe Martins ou o ex-presidente Jair Bolsonaro, o silêncio era confortável.
Outros casos, como o da cabeleireira “Débora do batom”, também foram engolidos pelo discurso da “defesa da democracia”, mesmo diante de decisões duríssimas do ministro Alexandre de Moraes. A mesma imprensa que hoje enxerga exageros foi, durante muito tempo, avalista desse método.
A Globo ajudou a alimentar um monstro que agora está disposto a engolir todo mundo, inclusive a própria imprensa e os jornalistas que um dia defenderam esse sistema que concentra tanto poder no topo do Judiciário brasileiro.
Toma, Globo. O filho é teu. Aliás, banqueiro amigo desse ministro prometeu quebrar dentes de jornalista do grupo de forma democrática e dentro das quatro linhas da constituição.