Por muito tempo visto com preconceito, o timbu, como é mais conhecido no Nordeste é, na verdade, um aliado natural do ser humano no combate a escorpiões, aranhas venenosas e até pequenas cobras. Esse pequeno marsupial é um predador natural desses animais e sua presença em quintais, sítios ou áreas periurbanas deveria ser vista com mais respeito e menos ignorância.
Conhecido também como gambá-de-orelha-branca, sariguê, mucura ou cassaco, trata-se da espécie Didelphis albiventris, bem adaptada ao Brasil.
Caçador silencioso de pragas:
O timbu tem papel ambiental comparável ao de gaviões e corujas: é um controlador biológico eficiente. Se alimenta de insetos, escorpiões, aranhas, roedores, serpentes e caramujos, muitos deles vetores de doenças como a esquistossomose.
Possui imunidade natural a diversos venenos, inclusive de escorpiões e serpentes. Mesmo assim, é vítima de preconceito e muitas pessoas ainda o matam por medo ou desinformação, o que é crime ambiental conforme a Lei 9.605/98 e as normas do IBAMA.
Presença indica equilíbrio ambiental:
Encontrá-lo em áreas urbanas ou rurais não representa sujeira, mas sim que o ambiente mantém equilíbrio ecológico. À noite, sai em busca de alimento e ajuda a reduzir pragas indesejáveis ao ser humano.
Por que não matar um timbu?
– É crime ambiental
– Controla pragas que ameaçam a saúde
– Não ataca pessoas
– Mantém o equilíbrio dos ecossistemas
– Reduz a presença de animais peçonhentos
Curiosidades:
– Vive de 2 a 4 anos na natureza
– Possui 50 dentes, mais que um cachorro
– Tem hábitos noturnos e excelente olfato
– É marsupial: a fêmea carrega os filhotes na bolsa
– Sobe em árvores com facilidade