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Tiktok é fichinha perto do que Michael Jackson fazia há 40 anos

Tiktok é fichinha perto do que Michael Jackson fazia há 40 anos

 


Eu tive a curiosidade de instalar o aplicativo TikTok, criar um conta, me aventurar em vascular seu conteúdo. Não suportei ficar meia hora. Tive que densintalar. É algo insuportável.

Admito, gosto de piada, memes, vídeos curiosos e criativos, mas não sou simpatizante da apelação para conseguir likes. Gosto do debate, do enfrentamento e do confronto de ideias. O Tiktok é igual ao BBB, a rede da inutilidade e do cancelamento.

Se você é simpatizante 100% do besteirol, use o Tiktok. São pessoas dos cafundós do Judas se humilhando em vídeos toscos tentando rebolar a bunda para conseguir notoriedade e fama. Hoje em dia poucos são os que se interessam em estudar, tentar uma especialização, um curso, uma faculdade, uma formação técnica e profissional. Ninguém quer empreender. A maioria quer ganhar a vida rebolando a bunda na internet, fazer vídeos toscos e virar “celebridade”.

Eu não tenho nada a ver com quem se aventura nisso. Mas, muito me preocupa com o futuro de uma nação onde todo mundo quer ser “blogueirinho”. (Nojo dessa palavra).

Estamos formando uma legião de idiotas úteis. Pessoas que se desesperam por likes e views, e ignoram a verdadeira formação de uma sociedade. Poucos são os que querem criar conteúdo útil, que gere debate, que forme pensadores e opiniões diversas, que fomente a discussão sobre os problemas de seu bairro ou sua cidade. Todos querem rebolar a bunda em troca de likes.

Saudades dos tempos das verdadeiras celebridades, que produziam conteúdo com qualidade e cultura, não pelo apelo sexual, mas por sua performance artística e profissionalismo na dança e arte, como Michael Jackson em seu clipe “Thriller”, disco-símbolo dos anos 1980. O álbum é lembrado por feitos que até hoje parecem impossíveis de serem superados.