O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) decidiu inovar, ou confundir, e lançou, nesta semana, um mapa-múndi invertido, no qual o Sul aparece no topo e o Norte ficou de ponta-cabeça. A justificativa é dar ao Brasil “um novo olhar sobre o mundo” e colocá-lo novamente “no centro do mapa”.
Pois é. Em pleno 2025, enquanto o país enfrenta problemas sérios de economia, segurança e educação, o IBGE resolveu gastar tempo e tinta de impressora com um mapa que parece mais uma piada geopolítica do que um instrumento técnico.
Segundo o instituto, a ideia faz parte de uma “nova perspectiva do Sul Global”, aproveitando o fato de o Brasil presidir o Brics, o Mercosul e sediar a COP30, em Belém. O mapa também dá destaque a tudo que remete à autoestima nacional: o bioma amazônico, os países de língua portuguesa e, claro, o Rio de Janeiro como capital do Brics. É o tipo de mapa que mistura geografia com autoajuda.
Em vídeo oficial, a diretora de Geociências do IBGE, Maria do Carmo Dias Bueno, explicou que “o Sul apontado para cima e o Norte para baixo não é erro”. Verdade, erro seria acreditar que isso muda algo na vida de alguém.
Com o novo mapa, o IBGE parece ter descoberto o segredo da relevância internacional: se o mundo não te respeita, vire ele de cabeça pra baixo até parecer que respeita.