A Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró e a Secretaria Estadual de Saúde estão em clima de guerra de notas oficiais. Tudo começou com a nota do secretário de Saúde de Mossoró, Almir Mariano, informando que a superlotação das UPAs da cidade se deve à falta de internação de pacientes que deveriam estar em hospitais do Estado.
Na nota, Almir informou que, neste domingo, 54 pacientes aguardavam vaga no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), sendo que 19 já estão dentro da unidade, sem acesso a leitos de enfermaria. Ao menos cinco também poderiam ser admitidos no Hospital Rafael Fernandes.
Por sua vez, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Mota, rebateu as acusações de Almir. “É importante dizer que os problemas são compartilhados e as soluções também precisam ser. Nós fizemos uma expansão considerável desde o início do governo Fátima, não só em Mossoró, mas em toda a região Oeste. Em Mossoró, os leitos do Hospital Tarcísio Maia e Rafael Fernandes saíram de 182 para 236. O Hospital da Polícia estava fechado e o Hospital da Mulher já conta com 63 leitos. De leitos de UTI, desse total, saíram de 9 para 49. Nós aportamos em Mossoró 141 leitos nesse período”, disse.
O secretário também apresentou uma solução para, junto ao Ministério da Saúde, habilitar a UPA do Belo Horizonte, como ocorreu na época da COVID, em um serviço de retaguarda. “Transformar uma UPA que não é habilitada, hoje, mas que a gente se dispõe a ir junto ao Ministério da Saúde para construir essa habilitação, garantiu uma diminuição dos gastos da prefeitura com esses pacientes”, afirmou o secretário.
Nota do Blog: Por mais que faça parte do desastroso governo Fátima, gostei da postura do secretário estadual. Se ele conseguir habilitar a UPA do Belo Horizonte para que tenhamos leitos de retaguarda, será um passo importante para que possamos, no futuro, ter um hospital municipal. Na saúde, não deveria haver rivalidade entre Estado e município. Vidas estão em jogo.