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Styvenson perde apoiadores na direita e ganha simpatizantes na esquerda

Styvenson perde apoiadores na direita e ganha simpatizantes na esquerda

As eleições de 2018 mostraram a força da polarização ideológica no Rio Grande do Norte. A esquerda levou a melhor no governo elegendo Fátima Bezerra (PT) enquanto que a direita anunciou apoio a Carlos Eduardo (PDT) somente no segundo turno.

No senado, as duas correntes ideológicas fizeram seus representantes. Apoiado pela direita, Styveson Valentim (PODE), capitão da Polícia Militar, foi eleito com maioria esmagadora de 745.827 votos. E segundo lugar se elegeu Zenaide Maia, que foi apoiada pela esquerda.

Os polos ideológicos se inverteram após a votação do decreto de armas. Pelo menos no que diz respeito aos apoiadores de Styvenson, que assumiu na campanha como protagonista na defesa das pautas pela liberação das armas no Congresso.

Styvenson votou contra o decreto de Bolsonaro, e frustou o eleitorado que havia apostado todas as suas fichas por uma política que atendesse os anseios dessa corrente ideológica. Insatisfeita, a direita mirou sua artilharia contra o capitão senador que hoje vive o seu momento político mais turbulento. Uma prova disso foram os protestos deste domingo (30), em Natal, onde a foto de Styvenson aparece ao lado dos outros dois senadores, Zenaide Maia (PROS) e Jean Paul Prates (PT).

Por outro lado, o capitão vem ganhando apoiadores de quem menos ele esperava, da esquerda potiguar, que parabeniza o senador pelo voto e agora compartilha, comenta e repercute suas postagens sobre as ações parlamentares, principalmente quando o assunto é a flexibilização da posse de arma para a população.

Styvenson ainda não tem uma posição definida sobre como pretender adotar como estratégia para tentar reverter essa desconfiança da outra parcela do eleitorado potiguar, que mostrou sua força, antes inexistente, e foi às ruas em defesa de Bolsonaro. Do lado esquerdista, não creio que esse apoio irá render por muito tempo. Pode ser um flerte para provocar a direita, afinal, eles sempre tiveram seus representantes e ideias bastantes definidas de como são tratadas as questões políticas.

Uma dica: ficou claro para o senador que confrontar o eleitorado que apostou toda sua confiança nele, não é uma boa idéia.


Chamado de traidor, Styvenson foi alvo de protesto de manifestantes neste domingo (30) em Natal