O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira (11), para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação é de organização criminosa.
O resultado já era previsível. A Corte, mais uma vez, seguiu a cartilha do relator Alexandre de Moraes. A ministra Cármen Lúcia acompanhou o voto, assim como o recém-chegado Flávio Dino.
Com isso, o placar ficou em 3 a 1 pela condenação. A tendência é de que a decisão seja confirmada em breve.
Na leitura de seu voto, Cármen Lúcia repetiu as acusações contra Bolsonaro e outros réus: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe. Usou termos fortes, falando em “violência institucional” e “violência política”.
Para aliados de Bolsonaro, o julgamento não surpreende. A perseguição ao ex-presidente tem sido sistemática. O STF, dominado por ministros alinhados à esquerda, reforça uma narrativa que desconsidera o apoio popular que Bolsonaro mantém.