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Sindicato diz que Governo demonstra indisposição para negociar com servidores da UERN

Sindicato diz que Governo demonstra indisposição para negociar com servidores da UERN

ADUERN, Sintauern, DCE, Reitoria e representantes dos comandos de greve técnico e docente, participaram, na manhã de hoje (26) de audiência com o Governo do Estado, que novamente afirmou não ter nenhuma proposta para os servidores que amargam o atraso no pagamento dos salários de Janeiro, Fevereiro e do 13º de 2017.

Para a chefa de Gabinete do RN, Tatiana Mendes Cunha, não há nenhum motivo para que os servidores da UERN estejam em greve, uma vez que a situação caótica do estado tem atingido todas as outras categorias e que o tratamento relegado à universidade não é diferente do que outros trabalhadores e trabalhadoras do funcionalismo público estadual vêm recebendo.

“Não há nenhum tratamento diferenciado com a UERN, ela está recebendo nos mesmos moldes que outras categorias à exceção da segurança, que teve tratamento diferenciado. A saúde está sendo paga graças a um recurso federal, que tem garantido os salários dos ativos em dia. A educação básica tem recebido graças aos recursos do FUNDEB. Faço esta reunião como um apelo para que a UERN acabe com esta greve. Não concordamos que haja motivos para continuar um movimento deste por tanto tempo. Ninguém deve ficar tanto tempo sem trabalhar” afirmou a Secretária.

A presidenta da ADUERN, Rivânia Moura rebateu a fala de Tatiana lembrando que nenhum trabalhador, de qualquer categoria, pode ser obrigado a trabalhar sem receber salários. Rivânia destacou o documento conjunto elaborado pela Reitoria ADUERN, SINTAUERN e DCE que demonstra a preocupação e a responsabilidade com a Universidade bem como a disposição para o diálogo com o governo. Ressaltou que o apelo deve ser feito para o governo e que não há possibilidade de encerrar o movimento grevista sem que haja uma proposta coerente para os servidores da universidade.

O Presidente do SINTAUERN, Elineudo Melo, rebateu o apelo feito pela chefa de gabinete mostrando que diariamente recebe apelo dos técnicos da universidade, que, em função dos atrasos salariais tem tido dificuldades para garantir necessidades básicas como transporte e alimentação.

“Não pensávamos que estaríamos hoje lutando para receber nossos salários. Nossa expectativa era que receberíamos janeiro e fevereiro em dia. Não vamos sair daqui e pedir para a categoria voltar a trabalhar sem seus salários, temos servidores que estão pagando para trabalhar” destacou o Presidente do Sintauern, Elineudo Mello.

O Reitor da UERN, Perdro Fernandes, também foi taxativo na defesa do movimento grevista. Ele lembrou que em algum momento tentou dialogar com as categorias para que o movimento fosse encerrado, mas a crise se tornou tão aguda e agressiva na vida dos servidores da UERN, que é impossível retornar aos postos de trabalho sem nenhuma proposta para as categorias.

"Em algum momento chegamos a pedir o fim da greve, mas não tem como. É impossível chegar para os professores e para os técnicos e pedir que voltem a trabalhar sem nenhuma proposta que coloque os salários em dia. Não tem como pedir que um servidor trabalhe sem receber. Esperamos a sensibilidade do Governo para que encontre uma alternativa para esta situação" destacou o Reitor Pedro Fernandes, lembrando que foi enviado um ofício unificado dos segmentos da universidade ao Governo cobrando uma proposta que resolva a crise.