Passei três dias em Brasília para participar do 1º Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal, um evento importante que reuniu lideranças, parlamentares, jornalistas e influenciadores com palestras das principais bigtechs do mundo. Gostei demais do evento. Mas confesso, o clima era pesado. Não para menos! Cheguei um dia depois da denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe. O caso vai para o pelotão de fuzilamento do STF.
Minha hospedagem foi ao lado de um posto de gasolina que carrega um dos maiores símbolos da corrupção brasileira: o Posto que deu nome e origen a operação Lava Jato. Há dez anos, ali perto, Alberto Youssef operava esquemas milionários que desencadeariam a maior operação anticorrupção da história do Brasil. No final a Lava Jato chegou ao Supremo e virou pizza.
Na quarta-feira, após a denúncia, fui a um jantar com jornalistas e influenciadores, num local discreto do Lago Norte de Brasília. Bolsonaro apareceu e foi o centro das atenções, mas não parecia à vontade. A pressão sobre ele é absurda. Mesmo assim, sorriu, brincou, mas saiu antes do fim.
No dia seguinte, no seminário, Bolsonaro ainda estava abatido e irritado. Foi ali que soltou a frase que repercutiu: “Estou cagando para a prisão”. Uma provocação? Um desabafo? Talvez os dois. Mas no segundo e último dia do evento, ele já parecia mais calmo, quase sentimental. Chorou ao ver um vídeo sobre sua trajetória, relembrando a facada de 2018 e sua luta para se manter na política apesar da inelegibilidade.
A verdade é que Bolsonaro, goste ou não dele, tem casca grossa. Segue em pé enfrentando um sistema que quer vê-lo morto. Para a direita, 2026 será uma data icônica. No Brasil, ser conservador virou crime, enquanto criminosos reais seguem impunes. Sonho com o dia em que essa ânsia por punição será direcionada para as facções que dominam comunidades e espalham terror. Mas, por enquanto, estamos presos ao jogo sujo de Brasília, onde política se faz no conflito, e não na pacificação.
E sim, Bolsonaro estará no Rio Grande do Norte, como antecipado por este blog. A data está sendo discutida pelo senador Rogerio Marinho, lider do PL RN.