Os trabalhadores da saúde do Estado do Rio Grande do Norte aprovaram, em assembleia geral, uma greve a partir do dia 11 de abril. A decisão vem como resposta ao governo Fátima Bezerra (PT), que não apresentou soluções para muitos pontos da pauta dos trabalhadores e não cumpre o que está previsto na lei do Plano de Cargos desde o ano passado.
Entre as pautas discutidas na Assembleia Geral dos trabalhadores da saúde, destaca-se a campanha salarial de 2023, que já está sendo apresentada nos locais de trabalho, a revisão da Lei de produtividade, o pagamento das perdas salariais para ativos e aposentados no percentual de 21,87%, o cumprimento da data-base da categoria, o pagamento das perdas salariais para ativos e aposentados, o pagamento dos Plantões Eventuais dentro do mês trabalhado, e a implementação e pagamento do Piso Salarial da Enfermagem e do Piso Salarial dos Técnicos em Radiologia.
Descaso na saúde
A saúde do Rio Grande do Norte enfrenta um cenário de descaso e sucateamento de hospitais importantes como o Walfredo Gurgel em Natal e o Tarcísio Maia em Mossoró. Além disso, a falta de insumos e medicamentos, aliada à falta de valorização dos profissionais de saúde, tem gerado preocupação na categoria.
No Hospital Walfredo Gurgel, referência no atendimento de emergência em Natal, a situação é crítica. O hospital apresenta problemas como falta de equipamentos, precariedade na estrutura física, superlotação e escassez de profissionais, o que tem comprometido a qualidade do atendimento prestado à população. Ambulâncias formam fila na entrada da unidade.
Já o Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró, enfrenta problemas semelhantes, com agravante da falta de medicamentos e insumos básicos para o atendimento dos pacientes. O Blog recebeu denúncias de que falta algodão no hospital. Além disso, o hospital também enfrenta problema com a falta de um tomógrafo que encontra-se quebrado e sem previsão de conserto.