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Secretários da Saúde de Estado e Município travam disputa pública nas redes sociais por causa do Hospital Municipal de Mossoró

Secretários da Saúde de Estado e Município travam disputa pública nas redes sociais por causa do Hospital Municipal de Mossoró

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, e a secretária municipal de Saúde de Mossoró, Morgana Dantas, protagonizaram uma troca de acusações nas redes sociais após divergências sobre o Hospital Municipal de Mossoró.

A polêmica começou quando Motta divulgou um vídeo criticando o ex-prefeito Allyson Bezerra e questionando a nomenclatura adotada pela Prefeitura para a unidade de saúde localizada ao lado da Ufersa. Segundo ele, o equipamento realiza exames e cirurgias eletivas de baixa complexidade, não funciona à noite nem nos fins de semana e, por isso, não deveria ser tratado como hospital.

Em resposta, Morgana Dantas chamou Alexandre Motta de "pior secretário de Saúde da história do Rio Grande do Norte" e afirmou que ele tem como novo hobby atacar o Hospital Municipal. A secretária acusou o Governo do Estado de não resolver os problemas do Hospital Regional Tarcísio Maia e de sobrecarregar as UPAs de Mossoró.

Morgana também defendeu a unidade municipal, afirmando que, em cinco meses de funcionamento, o hospital realizou mais de 600 pequenas cirurgias e quase 500 cirurgias gerais e ginecológicas. Ela ainda lembrou que o Hospital da Mulher foi inaugurado em 2022, mas passou anos sem realizar partos.

Alexandre Motta rebateu as críticas e apresentou números da rede estadual. Segundo ele, o Governo do Estado ampliou os leitos de internação e UTI, aumentou o número de cirurgias eletivas e investiu na interiorização dos serviços de saúde. O secretário também afirmou que respeita Morgana Dantas e não pretende desqualificá-la.

Falta de diálogo

A falta de diálogo e embates entre os dois secretários não é de hoje. Um dos casos mais críticos dessa crise foi o de Maria do Socorro, que morreu em 14 de dezembro de 2025 na UPA do São Manoel enquanto aguardava transferência para um leito de UTI. Na época, o próprio Alexandre Motta admitiu que houve falha na comunicação do sistema de regulação para realizar a transferência da paciente.