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Se o povo quer aposentar os Rosados da política, que seja no voto

Se o povo quer aposentar os Rosados da política, que seja no voto


A anulação dos votos da nominata do PSDB nas eleições de 2020 pelo TSE, resultando na perda do mandato da vereadora Larissa Rosado, atualmente no União Brasil, gerou polêmica e diversos debates políticos. Algumas pessoas comemoraram, enquanto outras se opuseram à decisão.

Embora eu não vote em Larissa, pois ela defende uma posição que é totalmente oposta à minha, acredito que a decisão foi injusta. A vereadora foi eleita democraticamente e, gostando ou não, a condenação não é uma punição direta a ela, mas às duas mulheres suspeitas de serem candidatas laranjas. Como a condenação afetou toda a nominata, o mandato da parlamentar foi cassado.

A interferência excessiva do judiciário é mais preocupante do que a punição a um político que tenha opiniões diferentes das minhas, seja por razões ideológicas ou partidárias. Se eu condeno um caso contra um político com a mesma ideologia que a minha, mas celebro a punição de outro político oposto ao meu espectro ideológico pelos mesmos motivos, estarei sendo hipócrita.

A decisão sobre se a família Rosado deve ou não permanecer no poder em Mossoró deve ser tomada de maneira democrática nas urnas, e não nos tribunais. Aqueles que celebram essa decisão hoje podem lamentar ou criticar amanhã pelos mesmos fundamentos jurídicos contra um político de seu lado.