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Sai prefeito, entra prefeito e situação dos ambulantes de Mossoró não é resolvida

Sai prefeito, entra prefeito e situação dos ambulantes de Mossoró não é resolvida

O povo assiste a mais um episódio envolvendo a gestão pública e os camelôs que ocupam ruas, calçadas e logradouros públicos da nossa cidade. O tema é antigo, mas que a cada nova gestão ganha um capitulo novo.

É a velha disputa da legalidade x direito de trabalhar. E o pior, ambos os lados estão certos. As praças e calçadas do Centro estão tomadas de barracas, o que dificulta a passagem de pedestre e cadeirantes.

Por outro lado, estamos vivenciando uma pandemia, onde além das mortes pela doença, temos também uma grave crise econômica. Pessoas precisam trabalhar para garantir o seu pão de cada dia. A fome também mata.

Tentar resolver a situação dos camelos é uma faca de dois gumes. Pode atrair a ira de gregos e troianos. Não existe meio termo, acordo, dialogo ou mágica que resolva essa situação a curto e médio prazo.

O caso envolvendo a retirada de boxes o Mercado do Vuco-Vuco na noite desta terça-feira (20), foi o estopim para que as militâncias politicas pudessem entrar em conflito novamente. Quem antes defendia a retirada dos boxes agora é contra, e quem era contra, agora defende.

A polarização tomou conta do debate, que deveria ser priorizada entre os trabalhadores e a prefeitura de Mossoró.

O município necessita de um novo camelódromo para realocar esse pessoal para esse novo espaço físico, isso é fato e notório. Caso contrário, entra prefeito e sai prefeito e todos os anos veremos cenas como essas, de trabalhadores sendo retirados e gerando novos debates entre o direito de trabalhar x a legalidade.