"O dia 23 de junho será o dia da independência". Foram com estas palavras que Nigel Farage, líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), conhecido pelas suas políticas "eurófobas" antecipou a vitória da saída do país da União Europeia.
Apesar da única projeção inicial ter indicado a vitória da permanência, os resultados acabaram por revelar o contrário, com mais de 16,7 milhões de eleitores (51,8% do total) a votarem a favor do Brexit.
Escócia e Irlanda do Norte foram as regiões que mais votaram a favor da permanência, em oposição a Gales e Inglaterra. A taxa de participação no referendo foi de 72,2%.
Os resultados do referendo fizeram afundar as bolsas asiáticas e provocaram uma desvalorização histórica da libra, que atingiu mínimos de 31 anos.
Devido à forte integração económica e política do Reino Unido na União Europeia, antevê-se um longo e confuso processo de saída, desconhecendo-se ainda o cenário a adotar pelo governo britânico.