
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), por meio de sua assesssoria, divulgou nota nesta sexta-feira (3) alertando para as dificuldades que a instituição deverá enfrentar com a redução de receitas das universidades federais.
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Na nota, a Ufersa alega que com o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL), de retirar das universidades federais 30% do orçamento para investir na educação básica, vai ocasionar uma redução de R$ 15,8 milhões de receitas para a instituição e prejudicar o funcionamento dos seus quatro campi.
A informação do corte orçamentário foi dada à TV Globo pelo Secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior. O corte, inicialmente, seria restrito a três universidades, Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em seguida, foi ampliado a todas as instituições federais do país.
Confira a nota completa:
NOTA PÚBLICA
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido vem a público esclarecer que o bloqueio de 30% anunciado pelo Ministério da Educação, por meio do Decreto 9741/2019, vai ocasionar numa redução de R$ 15,8 milhões de receitas para a instituição.
A gestão da Universidade ainda avalia os impactos do Decreto, mas já adianta que haverá dificuldade para garantir o pleno funcionamento dos seus quatro campi, que hoje somam mais de 11 mil alunos matriculados na graduação e na pós-graduação.
O bloqueio dos recursos vai interferir nos investimentos e, principalmente, no custeio da Universidade. Despesas, como contas de luz, água e contratos de manutenção podem ser prejudicadas diante do Decreto. Com isso, a gestão da Ufersa vai realizar uma revisão geral em todos os seus contratos e avaliar as licitações de construção e de melhorias prediais e de equipamentos que estão em andamento.
Reforçamos que o bloqueio não afetará as ações da assistência estudantil, estando assim garantidas as refeições subsidiadas dos restaurantes universitários, as moradias estudantis e as bolsas e auxílios pagos aos alunos(as).
A Ufersa ainda esclarece que a sua Pró-Reitoria de Planejamento está trabalhando de forma intensa para que os impactos do Decreto 9741/2019 sejam os menores possíveis para toda a comunidade que recorre a Universidade do Semiárido. E paralelo as ações internas, a gestão da Ufersa também já iniciou diálogo sobre o assunto no Fórum de Reitores das Universidades Públicas do RN e também levará a discussão aos parlamentares do Estado.
Por fim, esperamos que a situação econômica do país melhore e que o bloqueio dos recursos possa ser revisto ao longo do ano para assim continuarmos garantindo uma educação superior pública, gratuita e de qualidade com ensino, pesquisa, extensão e inovação ao semiárido nordestino e ao Brasil.
