No Rio Grande do Norte, a escassez de profissionais de saúde afeta a qualidade dos serviços públicos. Após o concurso de 2018 no Estado, vários candidatos ficaram na expectativa de convocações devido à validade do certame até 2024. No entanto, a pandemia levou o governo a contratar temporariamente esses profissionais, renovando contratos além do período legal de dois anos.
Alegando restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Governo do Estado só convoca quando vagas surgem por aposentadorias ou exonerações. Isso resultou em mais de dois mil contratos temporários, com custos semelhantes aos de servidores concursados. Essa escassez de profissionais tem sobrecarregado hospitais e prejudicado o atendimento, como no caso do Hospital Regional Tarcísio Maia e o Hospital da Mulher em Mossoró, que opera apenas parcialmente devido à falta de pessoal.
Os candidatos do cadastro de reserva, de diversas áreas como enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, fonoaudiólogos, nutricionistas, técnicos em raio-x, farmacêuticos, administradores, fisioterapeutas, têm se mobilizado nas redes sociais, pressionando por convocações, argumentando que o concurso válido até 2024 pode suprir as necessidades do sistema de saúde, aliviando os problemas da falta de recursos humanos.