Os professores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), que estavam na linha de frente na campanha eleitoral de 2022 para garantir a vitória do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva contra Jair Bolsonaro, agora se encontram em profunda decepção. Em uma assembleia realizada no fim da tarde desta terça-feira (4), a categoria aprovou uma greve geral. A informação foi divulgada pela Associação dos Docentes da Ufersa (Adufersa).
Com um total de 195 votos a favor, 94 contrários e sete abstenções, a decisão pela greve foi clara e contundente. Agora, os detalhes para o início da paralisação estão sendo discutidos e serão divulgados em breve. A assembleia envolveu os quatro campi da Ufersa e decidiu pela adesão à greve das universidades federais, movimento que já conta com a participação da UFRN e do IFRN no Rio Grande do Norte.
Os mesmos professores que foram às ruas em 2022 para defender fervorosamente a candidatura de Lula contra Bolsonaro, agora se veem obrigados a entrar em greve. Ironicamente, aqueles que mais acreditaram nas promessas de mudança e de valorização da educação, estão entre os primeiros a sentir o amargo sabor da desilusão.
O amor acabou!