O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, decretou nesta terça-feira (3) lei marcial em todo o país, alegando necessidade de “proteger a ordem constitucional” contra supostos aliados da Coreia do Norte. A medida transfere o controle de funções governamentais para as Forças Armadas, restringe liberdades civis e proíbe atividades políticas, levando tropas às ruas de Seul e bloqueando o acesso ao Parlamento. A oposição classificou a decisão como um autogolpe e inconstitucional, enquanto líderes convocaram protestos nacionais.
O decreto gerou forte resistência interna e internacional. Entre aliados de Yoon, o ex-ministro da Justiça Han Dong-hoon criticou a medida e prometeu ação legal. Internacionalmente, o presidente dos EUA, Joe Biden, declarou estar monitorando a situação, dada a aliança estratégica com Seul. A crise ocorre em meio a tensões regionais, com a Coreia do Norte fortalecendo laços com Rússia e China e intensificando sua retórica militarista.
Esta é a primeira lei marcial decretada na Coreia do Sul desde o fim da ditadura militar nos anos 1980. Yoon enfrenta baixa popularidade e acusa a oposição de inviabilizar seu governo, rejeitando o orçamento federal e questionando a atuação de procuradores de Estado. Críticos temem que a medida consolide o poder absoluto do presidente, agravando ainda mais a instabilidade no país.